quinta-feira, 14 de outubro de 2010

desp(ed)indo-se

Postado por Renaly às 17:29 0 comentários
Perdoe caso aconteça, mas que em cada palavra minha eu não culpe teu pobre ser. Hoje eu te entendi. Não que eu compreenda o que fizestes a mim – aqueles dias ainda me vêem amargos no fundo da lembrança que eu prefiro deixá-los por lá. Porém, como uma coisa não implica necessariamente na outra, hoje digo que consigo imaginar o que te levou a cometer tais atos, embora desconheça de onde proviria coragem para o mesmo.
Entendo-te. Aceito essa fome de amor pelo mundo e “não responsabilidade” alheia. Compadeço dessa paixão contínua que temes em mostrar para desvencilhar uma provável solidão. Sei que disse “te amo”, “não vá pela esquerda, tem lobo mau e solidão medonha”, “eu te odeio”, exatamente nessa ordem, mas vejo esse seu plano de fuga como uma medida preventiva de nunca sair do êxtase do momento, do ápice do amor, do orgasmo da paixão. Não escondes em minuto algum que gostas é das palavras do “dia anterior” – nunca das do “dia seguinte”-, de ter que dar satisfações, assumir culpas.
Entendo isso de imensa vontade de comer a liberdade, contudo, antes fosse envolvêssemos e nos relacionássemos sem um pingo de emoção. “Mas infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos – emoções”. E são elas, as tão temidas emoções que nos – aí eu me ponho na posição de todas nós- nos fez/faz sofrer perante as tuas novidades rotineiras em teus fulos relacionamentos de uma semana.
Saiba menino, que hoje me sinto superior em afirmar que te entendo. E afirmo sim, não repito só para me enganar como já fiz outras tantas vezes. Desejo a você uma vida boa, longa de muitos outros incontáveis amores, e principalmente e acima de tudo, sorte... Porque se um dia acordares mais tarde e escutares todas as palavras do “dia seguinte”, ah meu amor, verás quão rápido o sonho se torna realidade e o quão amargo o amor pode ser.

Citações - Caio Fernando Abreu em “A dama da noite” e “Natureza viva”

Game Over

Postado por Renaly às 16:51 1 comentários
Geralmente, termo usado para indicar que o jogo está perdido e, é assim que eu me sinto: ME RENDO!
Me rendo em tudo: no amor, na auto-suficiência, no egoísmo, no meu ego, em ser carente e ingênua demais. Cansei de ter a vida sentimental no lixo (apesar de queixar-me desta), de querer mostrar à todos a garota forte, que não se abala com nada e que "nunca" se apaixonou por ninguém... Não sei se sou a culpada disto, ou se uso essa desculpa para encobrir que também falho, porém, garanto que essa máscara me fez "bem" durante 18 anos, mas, hoje ela não é mais suficiente, EU PRECISO DE MAIS.

"Me sinto atraída por aquilo que meus olhos veem como belo, na concepção de hoje, bonito pra mim é ter caráter, cultura, inteligência, delicadeza e essas características uma vez ou outra vêm acompanhadas de um nariz grande ou prepotência demais". (LB).    

Um milhão vezes zero é zero. Ou seja: não coloque sua intensidade onde não tem nada, coloque onde há uma base, onde há pessoas estáveis, onde há confiança e ódio: enganam-se aqueles que dizem que o ódio separa. A verdade é que o ódio junta as pessoas. Como disse um jagunço do Guimarães Rosa, quem odeia o outro, leva o outro para a cama. Diferente do fogo da vela, o fogo do ódio é como um vulcão. Não se apaga nunca. Todavia, uma pitada de amor, e um passarinho na ponta do dedo prestes a voar não faz mal a ninguém, a não ser que você seja uma pessoa possessa e controladora (o). Enquanto eu escrevo sobre o "amor", tem sempre alguém mais esperto vivendo ele por mim. QUE TAL OUSAR?



O desejo muda de objeto o tempo todo. Pena de quem é vaso. Sorte de quem é terra.
 

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